Tramontana R

O que dizer de um veículo como este?
Gosto, odeio, louco, horrível, ridículo?...
Uma coisa lhe posso garantir, quando acabar de ler esta reportagem vai apreciá-lo um pouco mais.

Tramontana é uma empresa de Design Avançado sedeada na Costa Brava em Espanha que em 2006 se lançou no mundo dos super desportivos com o a.d. Tramontana. Um veículo de “alta costura”, desenvolvido e equipado de acordo com os gostos e proporções físicas de cada cliente. Quando encomendado uma equipa tira as medidas do condutor para assim adaptarem o cockpit, moldarem os bancos desportivos e tudo assentar que nem uma luva.

Para além do design a lembrar um protótipo que nunca chega à produção, inspirado na fórmula 1 e nos caças de combate, o exotismo é transportado para os materiais e cores no exterior, com a possibilidade de acabamentos em ouro, pedras preciosas, madeira ou fibra de carbono. No interior podemos escolher os materiais mais diversos, como cabedal, cabedal de camelo, pele de crocodilo e até de cobra. As possibilidades variam de acordo com o tamanho da carteira.
É sem dúvida uma motor machine que não deixa ninguém indiferente.

Passados quase três anos a marca Catalã lança o a.d. Tramontana R, versão mais racing do modelo base, com chassis e carroçaria em fibra de carbono, conseguindo-se assim uma redução do peso de 92 kg, totalizando agora 1260 kg.

A distância entre eixos foi encurtada 50mm para melhorar o comportamento mas as suas dimensões continuam bem generosas como atestam os 4876mm de comprimento, 2082mm de largura e 1295mm de altura. A distribuição do peso é quase perfeita com 42% na frente e 58% na traseira, vem equipado com jantes de fibra de carbono e magnésio de 20’’ com pneus da medida 245/40 na frente e 335/30 na traseira, travões de cerâmica de 380mm da Brembo e uma suspensão ajustável da Ohlins que permite variar a altura do carro entre os 85 e 135mm.

O motor continua a ser o V12 de 5.5 litros da Mercedes bi-turbo com dois níveis de potência, 550cv às 5000rpm no modo normal mas que ao pulsar de um botão este liberta toda a sua fúria e temos à mercê do pé direito 720cv de potência às 5250rpm e 1100Nm de binário. Com caixa sequencial de 6 velocidades e tracção traseira, a marca espanhola anuncia uma aceleração dos 0 aos 100km/h de 3,6 segundos, dos 0 aos 200km/h de 10,15 segundos e uma velocidade máxima de 325km/h.

No interior continuamos a ser brindados com pormenores deliciosos como a cobertura em alumínio à F18 que pode ser retirada transformando-se assim num cabrio, o volante cortado, o painel de instrumentos em LCD cuja informação pode ser reconfigurada de acordo com as preferências do condutor, oferecendo desde a simples informação da velocidade e rotação ou dados mais detalhados do veículo para uma utilização em pista.

A produção anual será de 12 unidades, ou seja, uma por mês e o preço deverá começar nos 385.000€ em Espanha e poderá chegar... até onde a imaginação o levar.
Num mundo onde os automóveis são cada vez mais iguais, como já me queixei tantas vezes, é triste que tenham que ser os super desportivos a abanar com o mercado para se ver algo de diferente.

Não há justificação para isso, porque para se construir algo de especial não é necessário gastar milhares de euros, basta um designer com imaginação e executivos competentes.
Veja-se o novo Honda Civic por exemplo. Uma verdadeira lufada de ar fresco no deserto de ideias do mercado automóvel.
Em contrapartida vejamos esta foto do novo VW Golf Plus. É a continuidade do antigo, misturado com a frente do Scirocco.
Nada de novo. Tudo igual.

Só há um pormenor...
É que este não é o novo Golf Plus!!
É o novo VW Polo!!...
Revoltante não é?...

Eu bem avisei no início que ia acabar por apreciar um pouco mais este Tramontana R.
Quanto mais não seja pelo que ele representa estilisticamente.
Estamos na presença de um super desportivo deveras especial, absolutamente único, inconfundível.

Deixa os já exóticos Zonda, Caparo T1 ou Hulme F1 de boca aberta.
Goste-se ou não é no mínimo... espantoso.
Uma autêntica obra de arte.
Aconselho só uma coisa. Não o leve a um shopping com estacionamento a pagar ou se andar na auto-estrada não se esqueça da via verde... é impossível alcançar o ticket...


Audi TT RS Fotos Oficiais

A Audi lançou na Internet as fotos oficiais do novo TT RS já por nós apresentado mas com fotos espia.
As informações técnicas do novo modelo são ainda muito escassas limitando-se a marca a dizer que o motor de 5 cilindros e 2.5 litros turbo de injecção directa terá mais de 300cv (na nossa reportagem dissemos 340) e que a aceleração será inferior a 5 segundos, mas não me parece que será muito inferior porque, tal como também já referimos, começa a entrar no território do R8 V8... o que não convém muito.
Ficamos à espera dos números oficiais.
Mas enquanto estamos à espera podemos já dar uma opinião sobre o modelo coupé e cabrio.
Destacamos as entradas de ar maiores na frente, os espelhos em prata e os escapes ovais duplos.
Ahhhhhhh... falta só um “pormenor”. Bem tentei apagar da memória mas não consegui...
O aileron traseiro...
Num modelo que tem como principal característica o design limpo e fluido, quase esculpido pelo vento... colocam um aileron traseiro daqueles...
Nem o R8 com 525cv tem um aileron assim. Punham um difusor traseiro maior ou aumentavam a capacidade do existente escamoteável. Qualquer coisa...
No coupé fica horrível, então no cabrio...

Wiesmann Roadster MF3

Aí está.
A Motor Machine que nos acompanha desde o primeiro segundo do lançamento deste blog.
Simboliza o nosso espírito... distinção.

Foi para isso que lançamos este blog, para sermos diferentes, porque a nossa paixão nos impele a sermos melhores, originais, polémicos, criativos, e no final ter-mos a sensação de dever cumprido porque demos o nosso melhor.
É esse o espírito da Wiesmann.

Fantástica a visão de dois irmãos que olharam para o universo automóvel e acreditaram que conseguiam acrescentar algo de melhor.
O Roadster MF3 é manufacturado desde 1993, foi o primeiro modelo desenvolvido pela marca alemã, mas ao longo dos anos foi sofrendo alterações técnicas acompanhando a constante evolução da indústria automóvel com melhoramentos no interior e no exterior. Com mais de 600 modelos já construídos o modelo sofreu um facelift em 2003 como comemoração do décimo aniversário da fábrica.

O formato clássico do modelo teve enorme sucesso e deu o mote à linha orientadora de futuros novos modelos, como o deslumbrante GT MF4 que já apresentamos.
Tal como este, o MF3 tem uma carroçaria composta por um material compósito de alta qualidade de fibra de vidro, mas vem equipado com o 6 cilindros em linha de 3.2 litros da BMW que equipava o anterior M3 da geração E46 e o último Z4 M.
No interior, tal como no GT destacamos o painel central, virado para o condutor, e lá podemos encontrar o conta rotações, velocímetro, e outra série de manómetros do motor, a assinatura do distinto estilo Weismann.

Com 343cv às 7900rpm e um binário de 365Nm às 4900rpm, pode vir equipado com caixa de 5 ou de 6 velocidades, ou mesmo a sequencial robotizada SMG II também de 6 relações. Com um peso de apenas 1180kg chega aos 100km/h em 4,9 segundos e tem uma velocidade máxima de 255km/h.

Este roadster compacto de tracção traseira com apenas 1,16 metros de altura, 1,75 metros de largura e 3,86 metros de comprimento não precisa de adjectivos... É um Weismann.
O preço... bom... o preço... São cerca de 145.000€ na Alemanha, mas como a BMW cessou a produção do 6 cilindros especula-se que o novo MF4 Roadster virá substituir este MF3.
Por isso apresse-se... deixará muito em breve de ser produzido.
O MF3 passará assim a ser o verdadeiro clássico da era moderna.



Deixo só mais um conselho. Se comprar um MF3 é obrigatório ir à lista de opções e escolher um com Volkner Mobil "Performance", tornando-o assim no carro ideal para as férias. São só mais 950.000€... mas vai ver que vale a pena.
Explicar para quê... uma imagem vale mais que mil palavras.



Mercedes Classe E Cabrio






No dia que a Mercedes lança as imagens oficiais do novo Classe E Coupé, nós mostramos também as fotos espia da versão cabrio divulgadas pela revista CAR. Podemos confirmar que terá capota de lona em detrimento da rígida retráctil, tão na moda nos dias de hoje e uma silhueta bastante elegante e desportiva, que já herda do coupé que lhe serve de base.

Sobre o referido coupé já falamos o suficiente nestes últimos meses, mas devemos acrescentar que a Mercedes anuncia um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,24cx. Quanto menor o “cx” menor a resistência ao ar, melhor as performances e menor o consumo.

Quem teve a oportunidade de ler a nossa reportagem sobre o Aptera 2 irá verificar que este é o único veículo automóvel a superar o Classe E Coupe em eficiência aerodinâmica com uns espantosos 0,15cx. Se excluirmos este “extra terrestre” o novo Mercedes é o carro de produção com o melhor coeficiente aerodinâmico do mundo.
Facto digno de ser registado.

Uma palavra para o interior com a consola central igual ao Classe E mas os bancos dianteiros são desportivos e devido à ausência dos pilares B há uma maior luminosidade e sensação de espaço para quem viaja atrás. Aí podemos encontrar espaço para dois adultos com lugares individuais.

O Classe E Coupé chega ao mercado em Maio com as motorizações já conhecidas do “E” e já por nós referidas várias vezes em reportagens anteriores, e será apresentado no salão de Genebra no início de Março.











BMW Série 5 Gran Turismo Concept

A BMW continua a querer recriar o mercado automóvel. Depois do X6, um SAV Coupe que é acima de tudo uma afirmação estilística, porque em comparação com o X5 perde toda a versatilidade em favor de um design mais arrojado e desportivo, criam agora o Série 5 Gran Turismo.

Mas há agora uma grande diferença em relação ao X6! É que o novo 5 GT faz todo o sentido...
Este novo modelo da marca Bávara vem-se situar numa categoria até agora inexistente, porque não é uma berlina, não é uma carrinha, não é um SUV, não é um coupe...
Há um ditado que diz que é no meio que está a virtude, mas penso que aqui o dito não se aplica, porque a BMW não acertou no meio... Acertou em cheio!! Ou não...
Recordo que a Mercedes quis juntar uma carrinha a uma monovolume com o novo classe R, e o resultado foi um fracasso de vendas...

Goste-se ou não da sua aparência (já lá vamos), discutamos primeiro o conceito a que a marca apelida de Progressive Activity Sedan, com uma posição de condução um pouco mais elevada que uma carrinha série 5, sem os “inconvenientes” de altura e peso de um SUV, com a versatilidade destes, as características e conforto de um Gran Turismo e ainda um formato a aproximar-se ao de um coupe mas com quatro portas.

A grande aposta é o conforto e luxo interior. Com quatro lugares individuais o interior é espaçoso e funcional, e a já referida posição de condução mais elevada e o enorme tecto de abrir panorâmico conferem um agradável bem-estar ao habitáculo. Mas a nível de conforto a maior novidade é a versatilidade dos bancos traseiros. Na posição “normal” o série 5 GT oferece aos passageiros tanto espaço como um série 7, e quase tanto espaço para a cabeça como um X5. Nesta configuração a mala, que conta com duas formas de abertura com e sem o vidro traseiro, tem uma capacidade de 430 litros.

Mas os bancos podem ser regulados para a frente ou para trás e também na sua inclinação. Na posição máxima de inclinação oferece tanto espaço para as pernas como um série 5 e a mala dispõe de uma capacidade de 570 litros. Se a isto juntarmos o rebatimento dos bancos a mala passa a dispor de 1650 litros de capacidade. Mais versátil que isto era difícil.
Falemos então do design...

O desenho da carroçaria tem notória inspiração no X6. Na frente observamos que a nova grelha de grandes dimensões é a principal característica e nova linha de orientação da marca, estreada no novo série 7. Mede 4,99 metros de comprimento e 1,55 metros de altura mas visto de perfil confirma-se que não é fluído. Diria mesmo que tem um aspecto estranho. Claro que ainda não o vimos ao vivo, mas não é decerto um modelo que desperte paixões...
Por outras palavras, é horrível.

O conceito é excelente, mas o BMW 5 GT incorre no grande perigo de sofrer do mesmo síndrome do X6, ou seja, o síndrome de não ser nem “carne” nem “peixe”. O X6 não é SUV nem é coupe, quem o compra fá-lo por paixão pelas suas linhas, mas não duvido que passado o encantamento inicial quando parar no semáforo e vir um X5 ao lado, por muito que custe irá reconhecer... devia ter comprado aquele.
Até porque, cá para nós, o X5 é bem mais bonito que o X6...

Mas com este novo modelo funciona ao contrário, o GT não parece ser muito atraente mas penso que quem comprar uma carrinha série 5 mais cedo ou mais tarde irá pensar exactamente da mesma forma que o proprietário do X6...
Não... não pensa “devia ter comprado o GT”... pensa “devia ter comprado o X5”!!